Pesquisa realizada em agosto deste ano com empreendedores que buscaram a orientação do Sebrae no Paraná, antes de abrir negócio próprio, revela que a taxa de sucesso das micro e pequenas empresas instaladas há mais de dois anos em Londrina está bem acima da média nacional. Enquanto no Brasil, 49,4% das micro e pequenas empresas fecham as portas após dois anos, em Londrina, o índice de insucesso fica em 28,3%.
Os empreendedores atendidos pelo escritório regional do Sebrae em Londrina também estão melhor posicionados, levando-se em conta a mortalidade das micro e pequenas empresas, registrada na Região Sul, de acordo com o último levantamento de peso do Sebrae Nacional, de 2004. A taxa de mortalidade, por região, das micro e pequenas empresas, após dois anos de funcionamento, no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, juntos, foi de 52,9%.
Para o gerente do escritório regional do Sebrae em Londrina, Heverson Feliciano, o planejamento é uma das principais ferramentas para garantir a longevidade dos negócios. ''O empreendedor que faz um plano de negócios consegue ver o futuro do seu negócio. Sem planejamento, as alternativas de mudança são menores. Antes de abrir uma empresa, é necessário estudar a sua viabilidade, preparar seu fluxo de caixa, definir sua gestão. Isso é bom, porque queremos que as pequenas empresas nasçam cada vez mais saudáveis'', assinala o gerente.
O consultor André Basso, explica que os empreendedores atendidos pelo Sebrae e que obtiveram bons resultados, conforme a pesquisa, aprenderam a elaborar planos de negócios, fazer análises de viabilidade, tomar decisões, repassar informações para análise empresarial, desenvolver comportamentos compatíveis com a atividade de empreendedor, construir cenários do futuro negócio, e a entender o processo para a abertura de uma empresa.
Basso destaca o alto grau de satisfação com o atendimento. Do total de entrevistados, 97,4% afirmaram estar satisfeitos com o conhecimento e informações repassados pelo Sebrae. Dos quais, 55,4% destacaram a qualidade das informações. Outro dado apurado foi o grau de aplicabilidade do conhecimento repassado - 68,6% disseram ter repassado grande ou pequena parte do que aprenderam, 14,8% tudo, e 16,6% nada.

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