Em Londrina, situação se agrava
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quarta-feira, 04 de fevereiro de 2009
Edson Pereira Filho<br>Reportagem Local 
A dificuldade para fazer operações no caixa eletrônico, como depósitos, pagamentos, saque de pequenas quantias dominou o dia de correntistas apressados para saldar as contas de início do mês. Em Londrina e região, a situação foi agravada com a paralisação das empresas de carro-forte, que transportam o numerário para as agências. Para o diretor financeiro dos Sindicato dos Vigilantes de Londrina (Sindivigi), José Castorino de Oliveira, a situação pode se agravar, devido a paralisação das empresas que transportam valores.
Segundo o diretor, os caminhões de valores da empresa Prosegur chegaram a sair pela manhã, em direção ao Banco do Brasil, no Centro de Londrina, onde seriam abastecidos de dinheiro. Quando da volta dos veículos para a garagem da empresa, o dirigente contou que a categoria fez piquete para impedir novas saídas. A reportagem confirmou a paralisação na empresa Prosegur. Vamos paralisar a Profort, outra empresa de Londrina que transporta valores, disse no final da tarde, quando um grupo de vigilantes começava a se dirigir para a empresa.
Enquanto isso, nos bancos, a confusão e o nervosismo tomava conta de correntistas, sem saber o que fazer com carnês, aluguel, contas de água, luz, prestação do carro, remédio da farmácia. Não consegui retirar a aposentaria de minha sogra, nem fazer saque acima de R$ 20 e depositar dinheiro e cheque, protestou José de Jesus Campanini, agrimessor. Ele estava na Caixa Econômica Federal, Centro de Londrina, e não sabia como iria saldar seus compromissos financeiros. Vai atrapalhar tudo, calculava, impotente.
O professor de Latim, Antonio Felipe, tentava também na agência da Caixa retirar R$ 160. Tenho contas para pagar, disse, indignado. Já a manicure Raquel Silva estava aturdida pela falta de dinheiro nos caixas eletrônicos. Minha filha sofre de alergia e preciso de dinheiro para comprar remédio, declarou, revoltada. Na agência do HSBC no Centro de Londrina, o motorista, Roni Robson dos Santos, tentava em vão sacar R$ 250,00 para pagar a prestação da moto. Não consegui pegar o dinheiro no caixa eletrônico. Será que vou ter que pagar juros por atrasar a prestação da moto?, indagava, preocupado.
A reportagem da FOLHA esteve no Bradesco e Banco do Brasil, ambas agências do Centro de Londrina, onde a situação estava normal. A paralisação dos vigilantes atingiu 100% em algumas cidades da região de Londrina.


