Em Londrina, setor está em expansão
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segunda-feira, 24 de maio de 2004
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina estima que, até o final deste ano, a indústria local criará 7,2 mil novas vagas. Segundo Gabriel Ribeiro de Campos presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) o setor está se fortalecendo graças aos incentivos oferecidos pelo município. Desde o ano passado, 66 empresas foram beneficiadas com a doação de terrenos, locação de imóveis ou isenção de impostos. ''É uma operação onde todos ganham'', disse o executivo ao lembrar que uma das exigências para o apoio é a geração de empregos.
A política industrial de Londrina não discrimina os ''estrangeiros'', mas a preferência é dada aos investimentos locais. Para Campos, os pequenos empreendimentos pulverizados são muito importantes porque aquecem a economia e, em caso de fechamento, o prejuízo é menor. Um exemplo é uma fábrica de cerveja e refrigerante que ganhou recentemente da prefeitura um terreno na zona sul e, até o momento, gerou 40 empregos com a promessa de ampliar o contingente para 170. ''Para alcançarmos a meta, é preciso que 600 novas vagas sejam criadas por mês. Em abril, que é um mês historicamente de saldo negativo, surgiram 679 empregos. No entanto, a experiência mostra que entre maio e julho a oferta é pequena'', explicou Campos.
Na opinião de Francisco Carlos Pereira presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Londrina o balanço de 2004 deve ser positivo para o setor após sete anos de empate entre contratações e demissões. A explicação é o incentivo que o governo federal tem dado às exportações que, provavelmente, resultará no aumento da produção. ''Acreditamos que o incremente seja de 400 a 500 novos empregos, ou seja, 10% do total em atividade''.
Para o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário de Londrina e Região, a fase é de expectativa. Segundo o presidente da entidade Denilson Pestana da Costa, o ano eleitoral estimulou uma porção de obras públicas e a iniciativa privada também promete investimentos no próximo semestre. ''Nossa maior preocupação é regularizar a situação dos trabalhadores que em 50% dos casos não têm carteira assinada'', disse o sindicalista.


