Apesar do Ipardes não realizar os cálculos da taxa de desocupação para o interior do Paraná, em Londrina aparentemente os jovens não estão tendo dificuldades para conquistar o primeiro emprego. Segundo Neiva de Cássia Sefrin, chefe da Agência do Trabalhador de Londrina do Sistema Nacional do Emprego (Sine), os jovens da cidade, mesmo sem experiência, vão até à agência e tem grandes chances de sair empregados. ''Isso acontece porque a área que mais contrata no município é a de serviços'', avalia ela.
Neiva elenca alguns cargos em Londrina em que sempre há vagas para jovens profissionais: são atendentes de call center, recepcionistas de clínicas, auxiliares administrativos entre outros. ''São cargos que se encaixam com o perfil de quem está iniciando no mercado de trabalho. Muitas vezes tem alta rotatividade e salários que variam entre R$ 540 e R$ 800'', explica a chefe do Sine.
Patrick Soares Gonçalves, de 24 anos, trabalha no apoio de Recursos Humanos do Super Muffato, rede de supermercados que só na região norte possui 830 funcionários entre 14 e 24 anos, o que corresponde a 37% do total dos contratados. O rapaz atua na rede desde os 18 anos, iniciou como empacotador, e acredita que naquele período era mais complicado conquistar um emprego na cidade. ''Penso que hoje há boas oportunidades para quem está começando. Na minha época foi mais difícil'', opina ele, que no dia da sua entrevista, concorreu com outros seis candidatos.
Diferentemente de muitos jovens que trocam de emprego com certa frequencia, Patrick está conseguindo crescer na empresa que lhe deu uma oportunidade. O rapaz já passou por seis setores, sempre visando melhoraria de salários. ''Em seis anos, meu salário aumentou cerca de 500%. Foi trabalhando que paguei minha faculdade de Educação Física e pretendo montar meu próprio negócio, além de ter uma vida estabilizada, com minha casa e veículo próprios'', salienta Gonçalves.
Já Luis Gustavo Martins Fernandes, de 16 anos, ingressou no Muffato por meio do Programa Menor Aprendiz, que oferece um contrato de trabalho especial para jovens entre 14 e 24 anos, no qual o funcionário trabalha em média seis horas diárias e deve realizar capacitação profissional. Luis explica que passou por cursos profissionalizantes específicos para trabalhar na área de auxiliar administrativo numa das unidades da empresa em Cambé. ''Na primeira entrevista da minha vida já consegui o emprego. Sem os cursos, seria bem complicado. Está sendo muito bacana e pretendo continuar por aqui'', finaliza o garoto, que trabalha desde os 14 anos. (V.L)

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