O gaúcho Filipe Montanari Soccol tem 22 anos e mudou-se para Londrina há dois meses. Ele é o mais recente contratado da Oníria, empresa londrinense que produz games. Estudante de Sistemas de Informação, ele ainda está procurando uma instituição de ensino superior para transferir sua matrícula. Em sua cidade, Serafina Corrêa, ele era free lancer. Produzia games que vendia para grandes corporações no exterior. ''Existem poucos profissionais nesta área. Ela é muito promissora'', revela. O jovem se considera um autodidata, mas conta que o curso superior é importante para aprofundar o conhecimento na área de programação, que considera ''bem complexa''.
Já Jéssica Perez tem 26 anos e se formou em 2002, quando o curso ainda se chamava Processamento de Dados. ''Hoje atuo como analista de sistema e programadora na Lida de Campo'', afirma, se referindo à empresa agropecuária, onde atualmente realiza uma alteração no banco de dados. Para ela, que é pós-graduada em engenharia de software, é preciso estar sempre em constante formação. ''Vou começar agora um MBA em gerenciamento de projetos pela FGV. Preciso abrir mais meu campo de atuação'', conta. Jéssica também afirma que a profissão é muito promissora. Mas, para quem almeja os salários mais altos, é melhor mudar de cidade. ''Aqui, os salários param num determinado patamar'', diz.
Formado em Ciência da Computação em 1995, Ruy Nishimura, 36 anos, hoje é sócio da empresa Aldari, representante da IBM para venda de softwares. Ele confirma que há falta de profissionais no mercado, mas garante que, mesmo assim, é preciso estudar muito para se dar bem na área. ''Não pode ter preguiça.'' Nishimura também concorda que a remuneração em Londrina não é das melhores. ''Nas capitais e grandes cidades, é bem melhor.'' (N.B.)

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