Em Londrina, protesto aconteceu no Calçadão
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quinta-feira, 11 de julho de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
A manifestação organizada por três centrais sindicais em Londrina reuniu cerca de cem pessoas durante a manhã de ontem, no Calçadão. Os líderes das associações disseram que, na cidade, o objetivo não era fazer uma greve geral, mas aumentar a mobilização para forçar os governos federal e estadual a atender a uma pauta de reivindicações que busca, principalmente, evitar a precarização das condições de trabalho. A intenção inicial era fazer uma passeata até a Câmara de Vereadores, mas o grupo desistiu e encerrou o protesto pouco depois das 11h.
Presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) Norte do Paraná, Marcelo Urbaneja afirmou que o governo tem levado a discussão com os sindicatos em banho-maria. "Existe uma união nacional das entidades e centrais sindicais, então tem discussão em Brasília. O problema é que o governo convida para um cafezinho e depois não atende as reivindicações."
Urbaneja contou que as centrais unificaram as exigências há dez anos, mas que chegou o momento de forçar uma decisão. Ele entende que as manifestações populares desde o início de junho foram importantes, mas que é preciso organizar a pauta. "Ou a discussão não avança. O Movimento Passe Livre não era só por R$ 0,20, mas por qualidade no transporte, saúde, educação, então é preciso levar a mobilização adiante."
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, Wanderley Crivellari, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), as manifestações do último mês serviram para fortalecer a luta trabalhista. "Sempre estivemos nas ruas e não estamos aqui por conta dos protestos", disse. Ele também considerou que é preciso dar sequência nas reivindicações, como exigir a aplicação de mais recursos em educação e saúde.
Sobre a ameaça de greve geral, Crivellari disse que as centrais optaram por não fazer paralisações na cidade ontem. Já Urbaneja afirmou que tal decisão depende da coordenação nacional das entidades. "Vamos esperar para todo mundo ir junto."
Filiados da CUT, da UGT e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) comandaram a manifestação em Londrina, que contou com a participação de integrantes de movimentos como o do Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da União Nacional por Moradia Popular (UNMP). Entre as categorias representadas estavam bancários, comerciários, professores, eletrecitários, operários da construção civil, aposentados e servidores municipais, entre outras.


