Em Londrina postos recuam preços
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quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Os preços dos combustíveis voltaram a cair em Londrina. Desde o início da semana, alguns postos baixaram ainda mais os custos e os consumidores já podem encontrar o litro de álcool a R$ 1,10 e o de gasolina a R$ 2,22. Na semana passada, segundo levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a gasolina estava sendo comercializada, em média, por R$ 2,33, sendo que o menor preço era R$ 2,24. Já o litro do álcool estava, em média, a R$ 1,30 e o menor preço praticado foi R$ 1,21.
Nos dois casos, o que chama a atenção é o preço de custo, uma vez que a pesquisa da ANP mostra que na semana passada as distribuidoras comercializaram o litro do álcool, em média, por R$ 1,10 (o preço agora praticado por alguns postos) e o da gasolina por R$ 2,14 (agora com margem de lucro de R$ 0,10). Foi apurado que no caso dos dois combustíveis, a margem de lucro aferida pelos postos foi R$ 0,19. Nas últimas quatro semanas o mercado de combustíveis permaneceu praticamente inalterado, segundo revela o levantamento, uma vez que os preços dos combustíveis apresentaram variações de centavos de uma semana para outra.
Segundo o proprietário de um posto de combustível, que preferiu não se identificar, não há explicação para um preço tão baixo. ''O preço já estava complicado e vai piorar mais. Não sei onde tudo isso vai parar, tem gente tirando coelho da cartola'', observou. Ele disse que o preço do custo do álcool é R$ 1,16 o litro, enquanto o custo da gasolina está em R$ 2,16. ''E a companhia diz que já está trabalhando no vermelho. Estamos trabalhando com uma margem de R$ 0,12 o litro, o que é muito pouco, não cobre todos os custos'', afirmou.
De certa forma o comportamento do mercado vem confirmar a entrevista publicada pela FOLHA no mês passado, quando o proprietário de um posto de combustível afirmou que existe alinhamento de preços no mercado praticado pelo confronto financeiro. Naquela época ele afirmou que quando um posto baixa seus preços, os vizinhos adotam a mesma prática para não perder clientes e para ''sufocar'' o posteiro que teve a iniciativa de baixar os preços. Em seguida, este ''raio'' vai sendo ampliado até tomar conta de toda a cidade. Ele ainda afirmou que se entre os donos de postos há relutância para subir novamente os preços, as distribuidoras entram no mercado a passam a praticar preços inferiores ao de custo.


