Os empresários Maxwell Pavesi e Sérgio Góes de Oliveira, donos de postos de combustíveis em Londrina, foram denunciados pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) por crime contra as relações de consumo e ordem econômica, respectivamente. Os dois já haviam sido denunciados na semana passada por formação de quadrilha pelos promotores que investigam possível envolvimento dos empresários em sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos. Por conta das investigações, ambos já estiveram presos por nove dias, no final de outubro.
A denúncia de ontem foi oferecida com base no resultado das amostras de gasolina coletada nos postos dos dois empresários. Elas foram analisadas pelo Departamento de Química da Universidade Estadual de Londrina e apresentaram adulteração. De acordo com o promotor Jorge Fernando Barreto, o empresário Maxwell Pavesi foi denunciado no artigo 7º da lei 8.137/90 (contra as relações de consumo) por vender mercadoria em condições impróprias para o consumo. As amostras do produto coletadas no Auto Posto Birigui, de propriedade de Pavesi, tinham 24% de gasolina e 76% de uma mistura de álcool com água. O crime prevê pena de detenção de 2 a 5 anos ou multa, estipulada pela Justiça.
A gasolina recolhida no Posto Meninão II, pertencente a Sérgio Góes de Oliveira, tinha 28% de álcool quando o permitido é 25%. Ele foi denunciado no artigo 1º da Lei 8.176/91, que define os crimes contra a ordem econômica, por vender o produto em desacordo com a legislação. Para este crime, não há multa e a pena de detenção é de 1 a 5 anos. As denúncias foram protocoladas ontem no Fórum e hoje deverão ser distribuídas em alguma das varas criminais.
O promotor disse ainda que a Receita Estadual está analisando as notas fiscais e os documentos recolhidos nos postos de sete empresários suspeitos em sonegação fiscal. Além de Maxwell Pavesi e Sérgio Góes de Oliveira, outros cinco empresários são suspeitos nas denúncias. São eles: Luís Bolognesi, Fábio Ribeiro da Fonseca, Carlos Roberto Kobayashi, Luciano Monteiro Breda e Nilton Rodrigues da Silva. Fonseca e Bolognesi também foram denunciados por formação de quadrilha.

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