Em Londrina, ônibus e carros ficaram retidos
Em Londrina, ônibus e
carros ficaram retidos
Em Londrina os motoristas que aderiram ao protesto nacional se concentraram ao redor do viaduto de acesso à Cambé, impedindo a ciculação de veículos de carga pela PR 445 e BR 369. No início do protesto, que começou às 10h, alguns ônibus e carros de passeio foram retidos mas depois puderam seguir viagem. Segundo o comandante interino da 2ª Companhia de Polícia Rodoviária, tenente Sidinei Garcia, a Polícia havia se preparado pois havia recebido informações extra-oficiais sobre a manifestação. No final da manhã a estimativa era que três quilômetros de cada rodovia estavam bloqueados.
O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná, Murilo Gonçalves, afirma que a profissão está se tornando inviável porque há 5 anos não há reajuste no preço do frete. Nesse período um pneu que era vendido a R$ 190 passou a custar em média R$ 500. Queremos um valor em torno de R$ 1,30 a R$ 1,50 por km rodado, explica Gonçalves. Segundo ele, hoje o motorista recebe R$ 0,30 em média por quilômetro rodado e quando chega ao destino sofre com o desconto na diferença registrada pela balança ou com a eventual diferença na carga.
Murilo Gonçalves também reclama das estradas paranaenses e do valor cobrado pelas praças de pedágio em todo o país. Segundo ele as rodovias foram maquiadas para a cobrança da tarifa.Não somos contra o pedágio, somos contra essa forma desonesta de cobrança, ataca.
Outra reivindicação da categoria é a implantação do balanção, substituindo o cálculo por eixos pela pesagem total do veículo. Ezequiel Paiva, 32 anos, de Bela Vista do Paraíso, afirma que o lucro por uma viagem em sua Scânia 112 de Londrina à Curitiba é de R$ 50 e se estourar um pneu o prejuízo pode chegar a R$ 500. O motorista não tem dinheiro para arrumar o caminhão e vai na gambiarra, aumentando o risco de acidentes em até 100%, adverte. (Lino Ramos, especial para a Folha)





