Em Londrina, números superam os de 99
O setor da construção civil experimenta uma pequena retomada há dois meses em Londrina. O crescimento na quantidade de obras, porém, é positivo somente se comparado ao ano passado. Em relação ao início da década de 90, o quadro deixa muito a desejar. De janeiro a julho deste ano houve um aumento no número de liberações de construções de cerca de 50 mil metros quadrados em comparação ao mesmo período de 99.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná, Clóvis Coelho, calcula que apenas 20% das incorporadoras estejam lançando novas obras em comparação com o início da década de 90. O número de trabalhadores também caiu drasticamente nos últimos 15 anos, passando de 13 mil para três mil funcionários.
Para alavancar o setor, o governo federal teria que liberar financiamento direto para as construtoras, na opinião de Coelho. Ele destaca que a retomada tem relação direta com a diminuição dos juros. As linhas de financiamentos disponíveis no mercado, em bancos privados, têm juros altos, de 12% ao ano mais TR. O ideal seria que o governo emprestasse dinheiro com juros de 7% ao ano mais TR. As construtoras estão descapitalizadas e não conseguem repassar os aumentos aos mutuários.
Ele afirmou que a diminuição da procura por imóveis fez com que os preços reduzissem cerca de 30% em cinco anos em Londrina, apesar do aumento nos preços de matérias-primas. É a lei da oferta e procura, notou. Hoje, o valor do metro quadrado construído varia de R$ 550 a R$ 900, dependendo do tipo de acabamento. Coelho acrescenta que o maior volume de obras em construção na cidade é voltado para a classe média, com apartamentos que variam de 100 metros quadrados a 130 metros quadrados.
Ainda de acordo com Coelho, a região de maior crescimento em Londrina no momento é a Gleba Palhano, que fica atrás do Hotel do Lago, na zona sul. Houve uma supervalorização na região. Os preços dos terrenos dobraram neste período, completou. (Cláudia Lopes)





