Em Londrina, movimento fecha agências do Calçadão
Segundo informações divulgadas ontem pelo Sindicato dos Bancários de Londrina, cerca de 843 profissionais de 30 agências estão paralisados na cidade. Números que representam cerca de 42% dos dois mil bancários que atuam em bancos públicos e privados do município. O movimento atinge principalmente agências localizados na região central (Calçadão), além das avenidas Bandeirantes e Tiradentes.
Até o fechamento dessa edição, em todo o Norte do Estado quase 1,4 mil bancários já haviam aderido à greve. Destaques para as cidades de Cornélio Procópio - com 11 agências paradas e 47% de adesão - e Apucarana, com 21 agências e 63% de adesão.
Wanderley Antonio Crivellari, presidente do Sindicato de Londrina, comenta que serão realizadas reuniões diárias e avaliação para discutir o caminho que paralisação deve seguir nos próximos dias. ''Acho que a greve não termina essa semana. A paralisação iniciou com muita força e vamos tentar ampliá-la nos próximos dias. Só faremos uma assembleia quando a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) realizar uma nova proposta'', completa.
Fenaban
A Fenaban disse ontem, por meio de sua diretoria de comunicação social, que deve chamar o Comando Nacional dos Bancários para retornar à mesa de negociação nos próximos dias, mas ainda não definiram uma data. A Fenaban antecipa que o reajuste de 11% exigido pelos bancários ''está fora de cogitação e que os bancários receberam aumentos reais em seus salários de 2004 a 2009''. A entidade salienta ainda que ''o pacote de benefícios dos bancários é um dos melhores do País e que a diminuição das metas exigidas pelos bancos são negociadas permanentemente''.
Em relação ao atendimento ao público, a entidade explica que os correntistas podem continuar realizando suas transações bancárias por caixas eletrônicos, internet banking e correspondentes não bancários, que somam 140 mil postos espalhados pelo País. A Federação salienta ainda ''que bancários não podem ser impedidos de trabalhar (caso não passem pelos piquetes) e correntistas não podem ser impedidos de usar os caixas eletrônicos''. Nesses casos, a Fenaban promete acionar à Justiça.





