O crescimento conquistado em 2010 credenciava os empresários de Londrina para uma evolução neste ano. Entretanto, o ano foi passando e até agora esta ascensão não foi confirmada. A expectativa dos empreendedores é que pelo menos seus negócios se mantenham estabilizados até o final de 2011.
Para Luis Siena, consultor de negócios da Maxwell Bohr, empresa londrinense que atua na área de robótica, atendimento eletrônico e pesquisa e desenvolvimento, 2011 está sendo frustrante. No ano passado, a empresa fechou as contas com um crescimento de 25%. O bom desempenho possibilitou investimentos na construção de um novo barracão e na compra de maquinário alemão para automatizar a produção. ''Terminamos 2010 empolgados, o que nos deixou com uma expectativa para este ano'', salienta o empresário. Porém, os planos não se confirmaram.
De acordo com Siena, os dois grandes entraves foram as ''medidas austeras'' do novo governo de segurar a inflação e também o acirramento na disputa com os produtos chineses. ''É necessário conter a inflação, porém este processo faz diminuir o crédito e o consumo. Sem contar que temos a maior taxa de juros do universo''.
Em relação à competição com a China, Siena diz que em algumas áreas seus produtos disputam diretamente com os asiáticos. ''Definitivamente não temos chances de competir. As grandes marcas não fabricam mais nada e buscam produtos mais baratos. Além disso, fica difícil modernizar o parque de máquinas, temos que aumentar a eficiência e diminuir os valores de custo unitário'', avalia ele.
Para Getúlio Marques Castilho, um dos proprietários da Juntas Santa Cruz, a rentabilidade caiu demais neste ano devido ao aumento nos preços da matéria-prima. Castilho também critica a importação dos produtos asiáticos. ''O mercado evoluiu e vieram muitas empresas de fora. Em 2010, tivemos um crescimento de 5% a 6%. Se mantivermos este patamar, já está de bom tamanho'', comenta.
Já Elora Sapia, gerente da Planográfica Editora e Impressora, aponta um crescimento entre 9% e 11% no ano passado e espera que estes valores sejam mantidos. ''Em junho de 2010 estava melhor. Mas a nossa expectativa é de uma evolução até o final do segundo semestre. Aguardamos um aumento gradativo de faturamento. Espero, pelo menos, manter este crescimento'', relata a gerente, que investiu na compra de duas novas máquinas para a empresa. (V.L.)

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