As prateleiras das locadoras ainda reservam espaço maior às fitas de vídeo, mas o catálogo de discos digitais cresce cada vez mais. Em setembro do ano passado, o proprietário da Delta Vídeo, Odival Matos, disse à Folha
que em suas duas lojas 75% das locações correspondiam a VHS, enquanto os 25% restantes eram de DVDs. Hoje o cenário está diferente: as locações nos dois formatos já se equivalem, confirma o proprietário.
Em Londrina, cerca de cinco locadoras já possuem acervo razoável de discos digitais. A Delta Vídeo tem mais de mil títulos em seu catálogo, por exemplo. Além de novos títulos, as locadoras também compram clássicos restaurados e filmes que permaneciam inéditos em VHS.
Mesmo com o crescimento tão rápido do DVD, Matos avalia que as fitas de vídeo não terão o mesmo fim dos vinis: ‘‘Um ponto é a durabilidade. As fitas duram bem mais que os DVDs, que são mais frágeis. E há o fato de que o principal consumidor é de classe média alta prá cima. Não é prá qualquer bolso’’.
Quem confirma os dados de Matos é o gerente interino do Magazine Luiza em Londrina, Élio Aparecido Gomes: ‘‘O eletroeletrônico campeão de vendas no natal foi o DVD. Em um só dia, vendi 50 aparelhos por um preço médio de R$ 500 reais’’. Ele acredita que a grande procura pela nova tecnologia foi impulsionada pela queda nos preços: ‘‘Em 2000, vendíamos o aparelho por R$ 690. Agora ficou bem mais acessível’’.

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