Os londrinenses estão pagando R$ 1,76 pelo metro cúbico de GNV, 18% a mais que em Curitiba, onde o combustível é vendido por R$ 1,49. Meire Cavalari, administradora do Gastech, único posto de GNV em Londrina, explica a diferença de preço. Segundo ela, Curitiba e região metropolitana são servidas pela estação de Araucária do gasoduto Bolívia-Brasil. O combustível já chega aos postos em forma gasosa. ''Em Londrina, recebemos o gás por carreta, vindo de Paulínia (SP), em estado líquido. E aqui transformamos em gasoso. Esse processo tem um custo'', afirma.
O posto foi aberto em setembro de 2007 e, segundo a administradora, abastece hoje em torno de 200 veículos por dia. Meire Cavalari alega que não houve queda na venda do combustível, mas ''estabilização''. Ela conta que a Gastech tem projeto de abrir um novo posto na zona sul e outro em Maringá.
Questionada se o preço do álcool mais baixo que o gás não representa um desestimulo para a conversão, ela recorre à matemática: ''Um metro cúbico de gás proporciona um autonomia média de 13 quilômetros contra 7 quilômetros do litro álcool'', garante. Considerando esses números, uma viagem de 100 quilômetros com GNV comprado em Londrina custaria R$ 13,53. Já, com o álcool, o mesmo trajeto sairia por R$ 19,42 - 43% a mais.
O diretor da Gastech, Waner Labigalini, disse ainda haver desinformação sobre o GNV na região de Londrina. ''Fizemos uma pesquisa e descobrimos que 85% dos consumidores acreditam que, ao converter o veículo, só vão poder usar o gás. Mas não é verdade, com a conversão o carro fica flex e pode usar tanto GNV como o combustível original.'' (N.B.)

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