Em Londrina aumento foi de 2,73%
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quarta-feira, 07 de janeiro de 2004
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
O preço da cesta básica, em Londrina, subiu 2,73% em dezembro. Essa é a conclusão da equipe do economista Flávio Oliveira dos Santos que pesquisou 13 itens alimentícios, em 10 supermercados da cidade, na última segunda-feira. O tomate (+ 33,02%) e o açúcar (+ 16,27%) foram os principais responsáveis por essa alta. No acumulado de 2003, a cesta básica sofreu uma variação positiva de 3,32%, embora tenha ficado abaixo da inflação que, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), ficou em 10%.
No ano passado, os produtos que mais subiram foram o tomate (+ 38,17%) e o arroz (+ 32,67%). De acordo com Santos, o Brasil não produz arroz suficiente para o consumo e, por isso, depende muito do mercado externo. No caso do tomate, o principal fator da alta é o clima. ''Em dezembro, também temos que levar em conta, além da temperatura e umidade, as festas de fim-de-ano que sempre favorecem um reajuste'', explicou o economista.
Em 2003, o açúcar foi o item que mais caiu de preço durante o ano. Apesar da recuperação apresentada em dezembro, ele fechou o calendário com uma redução de 44,17%, seguido pelo feijão (- 30,81%), batata (- 28,65%) e farinha de trigo (- 25,78%). O quilo do coxão mole acompanhou de perto a inflação ao registrar uma alta de 13,52% enquanto o pão francês foi o único produto da lista que se manteve estável durante o período, ou seja, aproximadamente R$ 0,25.
A donas de casa Cirlene Massotti e Marli Emídio não acreditam que o reajuste da cesta básica ficou abaixo da inflação. Segundo esta última, tudo subiu de preço e as possíveis quedas não fizeram o salário mínimo render mais. ''Com a mesma quantidade de dinheiro que gasto hoje no supermercado eu comprava muito mais produtos há um ano. Por isso, a solução foi cortar os supérfulos'', contou. A professora aposentada Bergina Martins Caprioli e a comerciante Maria das Dores de Oliveira aproveitam as promoções para economizar um pouco a cada mês. De acordo com elas, a pesquisa e a circulação entre os supermercados são trabalhosas mais compensam na ponta do lápis.


