A promotora do Meio Ambiente de Londrina, Luciana Lepri Moreira, cancelou ontem à noite a audiência pública que discutiria os impactos ambientais da rede de distribuição do gás natural no Norte do Estado. A promotora valeu-se de uma liminar assinada pelo juiz da 6ª Vara Cível de Londrina, Celso Saito.
A promotora argumentou, na ação, que o EIA-Rima (estudos de impactos ambientais) elaborado pela Compagas está ‘‘insubistente’’ e precisa ser aperfeiçoado. Ela listou 12 falhas. As mais graves, segundo ela, estão no plano de emergência. ‘‘A Compagas coloca o empreendimento de baixo impacto, desconsiderando a possibilidade de uma explosão. Neste caso, o estudo informa o telefone dos bombeiros dos municípios da rede. Mas, no caso de explosão ou vazamento de gás, qual hospital em Londrina tem capacidade para atender queimados? Os bombeiros têm carros suficientes para atender os chamados? Existe seguro? Se houver risco de vazamento e uma pessoa tiver que deixar sua casa, para onde vai? Tudo isso tem que ficar claro’’, disse.
Ela reclamou também que o traçado é apresentado a título de sugestão, mas não são oferecidas opções. O presidente da Compagas, Antonio Fernando Krempel, disse que vai esclarecer as dúvidas da promotora. A Companhia tem prazo de cinco dias para fazer as complementações. (C.L.)

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