Em Londrina, as bombas ainda não foram mudadas
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sexta-feira, 03 de janeiro de 1997
Cláudia Lopes 
Proprietários de postos de combustíveis ouvidos ontem pela Folha ainda não aumentaram os preços da gasolina e álcool, apesar do aumento do ICMS do produto. A maioria disse estar estudando o comportamento do mercado londrinense para fazer alterações. Alguns já abriram mão do aumento na tentativa de atrair consumidores. Eduardo Tomasetti, proprietário do Posto Santa Cruz, é um deles. Por causa das férias escolares o movimento cai cerca de 20% em janeiro e fevereiro. Não quero mexer nos preços dos combustíveis para aumentar a clientela do posto neste começo de ano.
O diretor do Sindicombustíveis e proprietário do Posto Comtour, Pelagio Maluf, também não pretende aumentar o preço dos produtos em seu estabelecimento. A variação é muito pequena. É de cerca de 2% no preço do álcool e da gasolina. Maluf diz que apenas seis donos de postos - a maioria de fora de Londrina - ligaram ontem no sindicato em busca de informações. Estou esperando a informação oficial do Departamento Nacional de Combustíveis (DNC) sobre a porcentagem exata a ser adotada. Em Londrina, a maioria dos postos não fez nenhuma alteração.
Rodolfo Okuda, proprietário do Auto Posto Rodoviária, aguarda a reação do mercado. Acho que vou precisar aumentar porque estou trabalhando com preços bastante achatados, diz. Segundo ele, o posto deve alterar os preços do álcool e gasolina na próxima quarta-feira.
Maxweel Pavesi, proprietário dos Postos Master 1, Aeroporto e Independência, também diz estar trabalhando com preços achatados por causa da concorrência. A chance de ter que mexer no preço é de 90%. Mas vou esperar minha primeira compra para saber qual será o aumento das companhias distribuidoras.


