Em Londrina, aposta é na consciência do freguês
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domingo, 24 de novembro de 1996
Cláudia Lopes 
A inadimplência cresceu 24,65% em Londrina nos primeiros 20 dias deste mês em relação aos primeiros 20 dias de outubro. Os dados, parciais, são do SCPC - Sistema Central de Proteção ao Crédito da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). Neste mês, houve 3.772 registros de débito. Nos primeiros 20 dias do mês passado, foram registrados 3.026. Em relação a novembro de 95, a inadimplência caiu 41,72%. Nos primeiros 20 dias de novembro passado, o SCPC registrou 5.346 débitos.
Abílio Medeiros, presidente da Acil, diz que o aumento do calote em relação a outubro reflete o aquecimento das vendas neste mês. Isso é uma tendência normal de fim de ano. O importante é o índice ter caído em relação ao final de 95, afirma.
A maioria dos comerciantes de Londrina ouvidos pela Folha descarta a possibilidade de um aumento exagerado da inadimplência, semelhante ao registrado no início do ano passado. Além do comércio estar mais precavido - principalmente quanto à checagem das informações cadastrais dos clientes - os compradores também se mostram conscientes na hora da compra, avaliam.
João Carneiro, gerente da Arapuã, diz que, muitas vezes, a iniciativa de contratar prestações de valores condizentes ao rendimento mensal parte do próprio consumidor. Quem ficou inadimplente no ano passado não quer repetir a experiência, afirma. Carneiro diz que a análise do poder de compra do consumidor é uma das precauções tomadas pela Arapuã para evitar a inadimplência. Orientamos o cliente para que ele adapte o valor das prestações ao seu rendimento. É por isso que trabalhamos com planos longos, que chegam a 30 pagamentos.
Carneiro afirma que outra iniciativa é contornar o problema de quem está com prestações atrasadas. Se a pessoa deixou de pagar uma prestação, procuramos renegociá-la através de uma nova ação de dívida sem multas, cobrando apenas a taxa de juros já contratada. Na Arapuã, a taxa mensal varia de 4% a 6%.
Florindo Vanzo, subgerente da Dudony, diz ter ficado mais rigoroso na consulta ao crédito. Consultamos SCPC, Serasa, bancos e toda a documentação necessária, diz. Para fugir da inadimplência, Vanzo diz que procura estimular as vendas à vista e a curto prazo, oferecendo descontos de até 8%. Nas compras com entrada e mais duas prestações, fazemos o preço à vista.


