A Delegacia da Receita Federal em Londrina calcula que entre 300 mil a 400 mil contribuintes de Londrina e região poderão ter o Cadastro de Pessoa Física (CPF) cancelado no início de fevereiro por não terem entregue a declaração de isento por dois anos consecutivos. No Estado todo esse número pode chegar a dois milhões e no Brasil a 14 milhões.
Na abrangência da delegacia em Londrina são 63 cidades da região que somam 1,4 milhão de contribuintes. ''Calculamos que mais da metade dos que terão o CPF cancelado são de Londrina'', afirmou o delegado substituto da regional da Receita Federal, Mário Sueki Sonomura. O fato do contribuinte ter o CPF cancelado não quer dizer, segundo ele, que o número será apagado da base de dados da Receita Federal.
O número continua existindo no sistema e pode ser regularizado até julho, quando começa o prazo de declaração de isento de 2005. Para regularizar, o contribuinte pode procurar uma das agências da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil ou Correios. A taxa é de R$ 4,50. A Receita Federal disponibilizará no mês que vem um serviço para que a situação dos documentos seja conferida pela internet.
Segundo Sonomura, os contribuintes que perdem o prazo uma vez constam como pendentes até que a situação seja regularizada. Caso a correção não seja feita, e a data limite seja perdida novamente no ano seguinte, o documento fica cancelado. ''Para aqueles que estão pela segunda vez sem fazer a declaração, é importante regularizar a situação para, no segundo semestre, fazer a declaração de isento de 2005'', explica Sonomura, observando que com o CPF cancelado, o contribuinte não pode abrir contas bancárias, fazer empréstimos, tirar passaporte, receber aposentadoria oficial, assinar financiamentos habitacionais ou receber prêmios de loteria. ''O CPF passou a ser o primeiro documento solicitado pelas repartições públicas, por isso é importante estar com eles em dia'', aconselha Sonomura.
A declaração de isento deve ser feita por aqueles, cujo rendimento mensal é inferior a R$ 1.164,00.

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