A produção industrial brasileira caiu 1,1% em junho – primeiro mês do racionamento de energia elétrica – na comparação com maio. Esta é a quarta queda consecutiva no crescimento industrial mensal. Na comparação com junho de 2000, a queda é de 1,4%. Os números foram divulgado ontem pelo IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Nos últimos 12 meses a produção industrial acumula retração de 5,6%. No primeiro semestre do ano, houve uma expansão de 4,9%, na comparação com o mesmo período do ano passado, mas com uma ritmo de produção menor no segundo trimestre, 2,9%, contra 7,1% no primeiro trimestre.
Em junho, a produção industrial caiu em 13 dos 20 ramos pesquisados, em todas as categorias de uso, na comparação com maio. O setor metalúrgico – um dos que tem maior consumo energético – apresentou redução de 7% no seu nível de produção, aumentando a tendência de queda iniciada em março. De fevereiro a junho, a produção deste setor caiu 10,7%.
Entre as categorias de uso, os bens de consumo duráveis e bens intermediários apresentaram reduções mais intensas, 5,9% e 2,1%. Os bens de capital e bens de consumo não duráveis registraram retrações de 0,1% e 0,3%, respectivamente, em relação a maio.
Como era esperado, os segmentos industriais cujo consumo de energia é intenso apresentaram uma retração maior na sua produção no mês de junho. Estes setores tiveram uma queda de 4,7% em relação a junho do ano passado.
Já os setores de média intensidade não apresentaram variação no período. Os baixos consumidores industriais de energia, ao contrário, aumentaram sua produção em 1,2%.
No ano, os setores de alta intensidade de consumo de energia apresentaram crescimento de 0,5%, os de média intensidade, crescimento 5,3%, e os setores de baixa intensidade, 8%. A indústria geral caiu 1,4% em relação a junho do ano passado e obteve uma alta de 4,9% no acumulado do ano.

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