A importação de peças e partes para produtos eletroeletrônicos, como componentes para celulares, alcançou US$ 1 bilhão em julho, o maior volume do ano, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) a que a Agência Estado teve acesso. Os componentes representaram 58% desse total, que é 21% maior que o volume importado em julho do ano passado. As exportações, de US$ 381 milhões, caíram 9% em julho em relação ao mês anterior, mas tiveram um incremento de 58% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para o presidente da Abinee, Benjamin Funari Neto, a tendência é de que as importações continuem a crescer durante todo o segundo semestre para atender ao aumento da demanda. Um dos fatores que pesa muito na balança do setor é a importação de semicondutores para equipamentos eletrônicos. ‘‘Não criamos empregos, não desenvolvemos uma indústria de componentes e ainda estamos causando um desequilíbrio na balança comercial’’, alertou Funari, no último dia da Expo Comm 2000, em São Paulo.
A queda nas exportações, embora pouco significativa, foi uma surpresa. ‘‘Pode ser pontual’’, afirmou. ‘‘Será preciso confirmar se as exportações continuaram caindo em agosto para, então, identificar uma causa’’, completou o presidente da Abinee.

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