O secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, recebe hoje, às 10h, no seu gabinete em Curitiba, representantes da diretoria do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e do Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais na Área de Pesquisas Agrícolas e Agropecuárias do Paraná (Sindpar), para tratar da greve deflagrada pelos servidores do instituto, na última sexta-feira, em diversas cidades do Estado, incluindo Londrina.
De acordo com informações do sindicato, os servidores reivindicam abono emergencial de R$ 800 e reajuste na tabela salarial. No final da semana passada, o Governo chegou a liberar uma gratificação emergencial para os funcionários com menos de três anos de trabalho no instituto, mas não conseguiu convencer o Sindpar a deixar a greve, já que não atenderia todos os servidores que estão, segundo os sindicalistas, com defasagem salarial.
O salário base no Iapar é de R$ 936, com data base em maio. Caso os servidores tivessem aceitado a proposta do Governo, o valor mínimo para 82 servidores – estes com menor tempo de trabalho – saltaria para pelo menos R$ 1,6 mil. O Sindpar negou a proposta justificando que isto causaria um constrangimento com os servidores mais velhos, que não receberiam a gratificação e ficariam com salário menores que os com menor tempo de Iapar. Porém, de acordo com o diretor de RH do Iapar, Adelar Motter, "nenhum dos servidores mais antigos ganha menos de R$ 2 mil, já que a cada cinco anos recebem um reajuste de 5%". Portanto, esta proposta resolveria o impasse.
Para a reunião de hoje, a expectativa é que o governo estadual sinalize para que aconteça um plano de recomposição salarial, abrindo um canal com o servidores e, principalmente, estipulando estratégias e prazos para que isso aconteça de maneira efetiva.
A FOLHA entrou em contato com o presidente do Sindpar, Ricardo Moura, mas ele não atendeu as ligações até o fechamento desta edição.

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