Em Foz, lei permite abertura. Em Cascavel, prefeito quer acordo
Foz do Iguaçu se antecipou em mais de dois anos à MP que autoriza o comércio a abrir aos domingos. Uma lei municipal, aprovada em maio de 95, permite que as lojas abram até 22 horas de segunda a sexta-feira, até 18 horas no sábado e das 8 horas às 12 horas no domingo. Pelo menos dez grandes lojas de Foz aproveitam a lei. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Omar Tosi, a medida é vantajosa porque estaria aumentando vendas e empregos. Uma loja que funciona das 8 às 22 horas precisa ter dois turnos, dobrando o número de funcionários.
O empresário Fouad Mohamad Fakih é um dos grandes defensores da liberdade de funcionamento. Dono da Fouad Center New Time, um dos maiores magazines da cidade, ele mantém a loja aberta até 21 horas de segunda a sexta, até 18 horas aos sábados e até 12 horas aos domingos. Em um domingo vendo 50% de um dia normal, com apenas um terço do tempo com a loja aberta, compara. Ele emprega 50 funcionários. Em julho, fechou a loja por dois domingos por falta de acordo com o Sindicato dos Comerciários. Caetano Rizzi, diretor do sindicato, diz que o aumento de empregos é irrisório e a medida raramente representa aumento de salário.
CascavelEm Cascavel, lojistas, comerciários e consumidores têm opiniões divergentes sobre a abertura do comércio aos domingos. O prefeito Salazar Barreiros (PPB) prefere esperar que os dois primeiro segmentos se entendam, para depois decidir se regulamentará no plano municipal a MP do governo. Patrões e empregados devem chegar a um consenso, e em cima disto me posicionarei.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Marcos Bertoli, dono de lojas de calçados e de produtos de informática, afirma que o funcionamento aos domingos é oportuno e necessário. Ele acredita que mais empregos serão criados, embora considere a possibilidade de muitos lojistas utilizarem a mão-de-obra familiar, quando isso for possível. A CDL, no entanto, ainda não tem posição oficial. O Sindicato dos Empregados do Comércio (Sindec) discorda das argumentações do presidente da CDL. Dificilmente serão abertos empregos, pois os comerciantes vão acabar fazendo apenas um reajuste no seu próprio quadro de pessoal, argumenta o presidente, Donato Ramos. (Valmir Denardin e Paulo Pegoraro)





