Na Delegacia da Receita Federal em Foz do Iguaçu, ontem, o atendimento foi parcial. O setor mais afetado foi o Centro de Atendimento ao Contribuinte (CAC), onde são recebidas as declarações do Imposto de Renda. Duas funcionárias do Serpo (serviço federal de processamento de dados) - que não participam da greve dos técnicos e auditores - foram destacadas para receber as declarações já preenchidas, em formulários ou disquetes. Mas essas informações ficaram retidas nos terminais, sem ser transmitidas.
Mas a principal consequência da greve dos funcionários da Receita Federal na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina deverá ser a retenção de centenas de caminhões por pelo menos quatro dias na Estação Aduaneira de Fronteira (EAF) de Foz do Iguaçu. O órgão é responsável pela fiscalização e expedição de documentos de cargas destinadas à importação e exportação.
Iniciada ontem, a paralisação continua hoje. A EAF não funciona nos finais de semana. Com isso, a liberação normal de cargas só voltará a ocorrer na segunda-feira. A exceção é para carregamentos de produtos perecíveis, inflamáveis ou medicamentos. Ontem, já havia cerca de mil caminhões retidos no pátio da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná.

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