Em forma de geléia, caipirinha vai da roça para a França
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quinta-feira, 14 de abril de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Local 
Da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina para a França. Este está sendo o destino de doces, geléias e conservas produzidos artesanalmente pela Duga Produtos Naturais, pequena empresa de compotas e conservas de Rolândia, que tem como proprietário o produtor rural Ildo Dal Sasso. Além de expor na Via Rural na feira londrinense, Sasso está com três de seus produtos expostos numa feira de produtos brasileiros em Paris, a qual tem por objetivo destacar a culinária tupiniquim.
Lançada no ano passado na Exposição de Londrina, a geléia de caipirinha é o carro na feira da Cidade Luz. ''É o produto mais procurado e que está fazendo grande sucesso'', disse Sasso, que mandou também amostras da geléia de abacaxi baiano e conserva de shitake à fazendeira. Os produtos foram levados por representantes do Ministério das Relações Exteriores que se interessaram pelas compotas e conservas depois de conhecê-las. ''Eles me ligaram de Brasília e disseram para eu mandar que eles levariam para a França'', contou Sasso.
Segundo ele, o pessoal do Ministério acabou conhecendo seu produto por acaso. ''Alguém daqui presenteou alguém de lá com as geléias e, logo em seguida, eles entraram em contato comigo'', contou. Até então, o produtor disse que seus produtos chegaram à Europa através de presentes. ''A França é um desafio para nós, porque os franceses são especialistas em conservas de frutas'', informou.
Por traz desse ''intercâmbio'' podem surgir negócios promissores relativos à exportação dos produtos. ''Este é nosso interesse, talvez esse primeiro contato seja o início de nossa exportação num futuro próximo'', afirma Sasso, que produz em média 120 potes por dia de compostas e conservas. Ele comercializa seus produtos em redes supermercadistas e lojas especializadas de Londrina e região e ainda de São Paulo e do interior, além de Maceió (AL).
''Se formos partir para a exportação temos capacidade de 100% de produção. A cada ano temos ampliado nossos negócios. Vai depender do interesse deles (franceses) no nosso produto'', comentou. '' O interessante é que estamos tendo a oportunidade de expormos nossos produtos em várias feiras e, depois disso, é que surge a demanda'', comenta o produtor rural que produz a matéria-prima (frutas e legumes) em sua chácara na região de Londrina.


