São Paulo - Quem vê os produtos diet e light associados apenas ao consumo das classes A e B, pode estar enganado. Em pesquisa recente realizada na capital paulista pela Store Gestão & Marketing, identificou-se que 42% do consumo desse tipo de produto se concentra entre brasileiros das classes C e D, o que deflagra um potencial de consumo que poderia ser bem melhor explorado.
''As maiores oportunidades estão entre os produtos que agregam reduções de valor calórico e já fazem parte do dia-a-dia desses consumidores, como margarinas, gelatinas, massas e maionese'', opina o diretor da Store Gestão & Marketing, Paulo Roberto Pretto de Oliveira. ''Mas é importante observar que o preço acessível é um fator importante na hora da decisão da compra desses consumidores, apesar de eles estarem cada vez mais preocupados com a saúde e boa forma física.''
De acordo com o levantamento, 58,15% dos entrevistados desembolsam até R$ 20 por mês com a compra de produtos diet e light. O porcentual de pessoas que gastam de R$ 21 a R$ 40 cai para 29,87%, enquanto o dos que desembolsam de R$ 41 a R$ 60 vai para 8,03%. Apenas 3,95% dos compradores de diet e light gastam mais de R$ 60.
Não é à toa que os produtos mais citados pelos consumidores que compram itens dessa categoria sejam aqueles cuja variação de preço entre as versão regular e light/diet não é muito grande. É o caso, por exemplo, dos refrigerantes light, que fazem parte da cesta de compras de 59,87% dos entrevistados, ou dos adoçantes, comprados por 58,40% dos consumidores que participaram da pesquisa. Nessa última categoria o sucesso fica por conta dos fabricados a partir de ciclamato de sódio e sacarina, justamente por serem os mais baratos.
O levantamento identificou também os itens menos citados pelos consumidores de diet e light. Entre eles estão a maionese, que integra a cesta de produtos de apenas 4,93% dos entrevistados, as geléias (6%), as massas (8,12%), gelatinas (9,6%), chocolates e balas (13,49%), cereais matinais (16,23%), queijos (21,8%) e margarinas (37,14%). Em posição intermediária estão os iogurtes (49,52%) e pães (52,66%).

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