Em doze meses, País exportou 11,5% mais
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quarta-feira, 15 de julho de 1998
Agência Estado 
O volume de exportações brasileiro nos últimos 12 meses cresceu 11,5%. O índice é quase 4 pontos porcentuais superior ao previsto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para países emergentes neste período: 7,8%, enquanto para os países industrializados a entidade projetava crescimento de 6,5%. Este ano certamente estaremos mais próximos de um equilíbrio na balança comercial, afirma o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, Maurício Cortes Costa.
No ano passado, o déficit acumulado da balança comercial foi de US$ 8,5 bilhões. Não digo que haverá equilíbrio, mas chegaremos bem mais perto disso, afirmou ontem Cortes Costa, depois de participar da apresentação do Prêmio Rio Export 98, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Ele atribuiu a perspectiva otimista ao aumento de participação de produtos de maior valor agregado à pauta de exportações nacional.
Segundo o secretário, foram estes produtos - especialmente equipamentos de transporte, máquinas agrícolas, eletroeletrônicos e telefones celulares - que seguraram os superávits comerciais registrados nos últimos meses. Isto porque, mesmo com a relativa manutenção do volume de exportação de manufaturados, as vendas foram prejudicadas pelos baixos preços de alguns comodities, como o feijão e a soja, no mercado internacional. Nos últimos 12 meses, o índice de variação de preços das exportações foi negativo em 0,1%.
Apesar disso, Cortes Costa relacionou mudanças positivas no comércio exterior do País nos primeiros cinco meses deste ano, comparados ao mesmo período do ano passado. As vendas para os países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) passaram de um déficit de US$ 345 milhões em 97 para um superávit de US$ 522 milhões em 98; com o Mercosul, o déficit comercial foi reduzido a menos da metade, passando de US$ 452 milhões para US$ 174 milhões, e, para a Europa Oriental o superávit, que era de US$ 101 milhões passou para US$ 333 milhões.
Mas os Estados Unidos continuam a ser o principal parceiro comercial do Brasil. As exportações para este país movimentaram, no primeiro semestre deste ano, 53,6% dos recursos do Programa de Fiananciamento às Exportações (Proex) do Banco do Brasil (BB). Do total de US$ 13,8 bilhões movimentados pelo programa (34% a mais do que no mesmo período de 1997), US$ 7,4 bilhões foram para operações com os Estados Unidos.
São Paulo continua a ser o Estado líder no comércio exterior brasileiro, concentrando 83,3% dos financiamentos do Proex, com 120 exportadores. O Paraná, o segundo do ranking, movimentou 4,8% dos recursos disponibilizados pelo Banco do Brasil. Tivemos um movimento fantástico com o Proex este ano, afirma o presidente do banco, Paulo César Ximenes.
O valor das operações aprovadas pelo Banco do Brasil de janeiro a junho deste ano foi 270,3% superior ao do ano passado: US$ 2,659 bilhões, contra os US$ 718 milhões de 1997. Nosso objetivo agora é divulgar mais o programa, para pulverizar a aplicação desses recursos em mais estados, afirma o presidente do banco.


