Em dia tenso, bancários de SP mantêm greve
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quinta-feira, 23 de setembro de 2004
Folhapress 
São Paulo - O dia foi tenso ontem para os bancários em São Paulo, que entraram em conflito com a polícia. O diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Dirceu Travesso, chegou a ser preso pela PM no centro da capital, durante piquete.
Representantes da Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) participaram na quarta-feira de uma audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, para denunciarem as perseguições e demissões de dirigentes sindicais em todo o País nos últimos anos. Eles denunciaram também as pressões feitas pelos bancos públicos e privados para que os grevistas retornem ao trabalho.
Pelos cálculos da Confederação Nacional dos Bancários (CNB) da CUT, a paralisação conta com a adesão de mais de 200 mil bancários de 24 capitais brasileiras.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) manteve a proposta inicial de reajuste salarial e não sinalizou a intenção de mudar a oferta. A proposta da Fenaban prevê 8,5% de reajuste e mais um adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500. A categoria - que tem data-base para reajuste em setembro - pede 25% de aumento.


