São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mostrou muito vigor. Absorveu grande parte do movimento de realização de lucros motivado pelas fortes quedas em Nova York. Enquanto o Dow Jones caiu 2,08% e a Nasdaq recuou 1,63%, o Ibovespa fechou em queda de apenas 0,42%. O giro financeiro somou robustos R$ 994 milhões, indicando inequivocamente a reconquista de antigos parceiros de negócios, como os fundos de pensão e de renda variável e estrangeiros.
A queda mais acentuada em Wall Street aconteceu após o avanço superior a 1.250 pontos do índice Dow Jones em apenas duas semanas. O surpreendente foi a capacidade de resistência do mercado doméstico, que deve retomar a alta hoje, contando com novos targets para preços fixados por analistas.
Por enquanto, a demanda se concentra em ações mais líquidas e consideradas defensivas. Tanto que a maior alta do Ibovespa foi registrada por Ambev PN, com um salto de 5,60%. A este papel seguiram-se Brasil Telecom ON (4,67%), Cemig ON (4,57%) e Eletropaulo PN (4,14%).
As ações de bancos também registram acelerada recuperação. Afastado o temor do calote da dívida interna, risco alardeado principalmente por analistas estrangeiros, o mercado corre para recomprar estes papéis. Itaúsa PN subiu 3,59% hoje, Itaú PN ganhou 3,23% e Bradesco PN fechou em alta de 0,88%. O risco político de um governo de oposição parece também ter sido deixado para trás. Tanto que Petrobras PN fechou com alta de 2,11% e Petrobras subiu 2,84%.
Os papéis que mais sofreram a realização de lucros foram Tractebel ON (-12%), Eletrobrás ON (-7,48%), Tele Celular Sul PN (-6,67%), Eletrobrás PNB (-6,49%) e Bradespar PN (-6,12%).

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