Em dez dias, greve mobiliza mais de 17 mil bancários no PR
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quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Fernanda Circhia<br>Equipe Bonde 

Em nova rodada de negociações com os bancários, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou ontem à tarde a mesma proposta, já rejeitada pelo Comando Nacional dos Bancários na rodada da última terça-feira, que prevê reajuste de 7% e um abono de R$ 3,3 mil. Assim, a greve continua. No 10º dia de paralisação nacional, a mobilização cresceu ainda mais no Paraná e segundo levantamento da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito no Paraná (FETEC-CUT-PR) realizado ontem, 787 agências estão fechadas. São 17,8 mil bancários em greve.
Em Londrina e região, a adesão à greve aumenta a cada dia. Com a suspensão das atividades na agência do Banco do Brasil, em Jaguapitã, a adesão chega a 90,4%.
São 115 agências e quatro PABs paralisados, totalizando 1.922 bancários em greve em Londrina, Bela Vista do Paraíso, Cambé, Ibiporã, Rolândia, Assaí, Sertanópolis, Alvorada do Sul, Jataizinho, Primeiro de Maio, Uraí, Tamarana e Jaguapitã.
Na última segunda-feira, antes de a greve completar uma semana, 80% das agências estavam com serviços paralisados a clientes, com exceção de aposentados e pensionistas. Na quarta-feira, o número subiu para 89,2%.
A presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina (Sindiban), Regiane Portieri, afirma que hoje será um dia difícil para a categoria. "Ainda não sabemos como será amanhã (hoje), estamos aguardando as orientações do Comando Nacional. Vamos ver o que vai dar". Segundo a presidente, neste momento, é importante que as mobilizações sejam fortalecidas.
O Comando Nacional orienta a continuidade da greve e a ampliação do movimento até que os bancos se prontifiquem a tratar com seriedade as negociações.
REIVINDICAÇÃO
Os trabalhadores pedem reajuste de 5% mais a inflação no período, que até agosto foi de 9,62%, além do equivalente a um salário mínimo de benefícios como vale refeição, vale alimentação e auxílio creche. A paralisação, que chegou hoje ao seu décimo dia, atinge 12.608 agências e 49 centros administrativos - ou 54% das agências de todo o País, de acordo com a Contraf-CUT (confederação que representa os trabalhadores do setor financeiro). Em 2015, os bancários pararam por 21 dias e conseguiram um reajuste de 10%, com ganho real de 0,11%. (Colaborou Folhapress)


