Pelo contrato de homologação do Teca (Terminal de Cargas) do Aeroporto de Londrina, a Ponta Negra Soluções, Logística e Transportes pagará um preço básico inicial de R$ 30 mil, além de um aluguel de R$ 27.720 ao mês, durante dez anos. Há isenção no primeiro trimestre, o que deixa o valor global do contrato em R$ 3,273 milhões, um ágio de 83% em relação ao piso do edital, de R$ 1,785 milhão.

A Infraero também receberá um percentual sobre o faturamento bruto mensal, auferido na exploração comercial, armazenagem e movimentação, que será de 12% para o modal marítimo, 68,35% para o aéreo e 57% para o terrestre. Dentre os produtos mais movimentados pelo complexo logístico de Londrina hoje, destacam-se máquinas industriais, metais sanitários, artigos de festa e pele bovina. A maior parte das cargas tem origem na China e nos Estados Unidos, conforme a Infraero.

Como funciona
O Teca permite, por exemplo, que o importador ou exportador "corte a fila" no Porto de Paranaguá. Se a carga chegar ao Estado por via marítima, é possível direcioná-la para o terminal de Londrina para desembaraço, por meio de DTA (Declaração de Trânsito Aduaneiro) aéreo ou terrestre. Todo o material é lacrado pela Receita Federal e carregado até a estrutura londrinense, para ser liberado após análise. Se fosse feito no porto para depois ser transportado, o processo demoraria mais porque Paranaguá recebe volume bem maior de cargas a cada dia. (F.G.)

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