Em defesa da reforma tributária
O sócio e diretor de operações da King & Joe Confecções, de Londrina, Rafael Miranda da Silva confirma essa demanda histórica pela reforma tributária brasileira no exemplo do próprio negócio, que surgiu em 2005. Há cinco anos ele detém a marca. Tendo por estratégia um investimento substancial em inteligência de mercado, a King & Joe experimentou um crescimento vertiginoso ao ter como foco entregar o que as varejistas multimarcas precisam com peças de qualidade a partir do preço que o mercado está disposto a pagar.
"Essa estratégia nos garantiu dobra de tamanho anualmente nos anos de crise a ponto de chegarmos ao dilema deste ano de cruzar o limite contábil do Simples para o Lucro Presumido. Resolvemos não parar de crescer mesmo com o salto dos encargos, que resolvemos colocar no custo de produção, mas essa carga tributária assusta", admite.
Para o empresário, enquanto a Lei da Terceirização não altera a filosofia já estabelecida de tratar como parceiras as empresas de facções, bordado e lavanderia, que integram as etapas que a marca terceiriza, a reforma tributária viria premiar e estimular a empresa a crescer ainda mais. "Costumo dizer que a nossa empresa veio subindo degrau por degrau, até chegar à transição para o Lucro Presumido, que me forçou arriscar, de uma só vez, um salto de dez degraus e isso vai na contramão de um bom ambiente de negócios em qualquer País", pondera Silva. (M.M.)





