Em Curitiba, vendas ficaram normais
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Andréa Bertoldi<br> Reportagem Local 
Curitiba - O movimento negro realizou ontem, quando foi comemorado o Dia da Consciência Negra, um dia de protestos com vários atos públicos em praças de Curitiba. A primeira manifestação aconteceu com um ato na Praça Zumbi dos Palmares, no bairro Pinheirinho, e reuniu cerca de cem pessoas. Em seguida, os manifestantes se reuniram por volta de meio-dia na Praça Rui Barbosa, na área central, para um ato de repúdio à Associação Comercial do Paraná (ACP), que conseguiu uma liminar no Tribunal de Justiça do Paraná para derrubar o feriado. De acordo com informações da Polícia Militar, menos de 200 pessoas participaram do ato.
Os manifestantes saíram em passeata da Rui Barbosa e se concentraram por volta das 15 horas na Boca Maldita, no Centro da capital. Neste local foi realizado um ato cultural com hip hop, samba e danças afro. Depois, às 18 horas, aconteceu outro ato público na Praça Santos Andrade.
Para o presidente do Conselho Municipal de Políticas Étnico-Raciais de Curitiba, Saul Dorval da Silva, o lado negativo foi a suspensão do feriado. Mas o aspecto positivo foi o movimento negro ficar mais unido e organizado. "A população entendeu os direitos humanos que nós reivindicamos", disse. No entanto, ele lembrou que a discussão judicial a respeito do feriado vai continuar.
Segundo informações da PM, todas as manifestações foram pacíficas e sem problemas. Segundo Silva, a suspensão do feriado também trouxe prejuízos para o turismo e a gastronomia da cidade.
A ACP informou que o comércio funcionou normalmente ontem na capital e com movimento de vendas também dentro da normalidade. A entidade não deu mais detalhes sobre o assunto. O presidente do Sindicato dos Comerciários de Curitiba e Região, Ariosvaldo Rocha, disse que não foi registrado nenhum boicote ao comércio. As indústrias de Curitiba operaram normalmente, segundo informações da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).


