Curitiba A greve dos bancários não deve prejudicar os trabalhadores curitibanos que, em sua maioria, recebem os salários até o quinto dia útil do mês. Foi o que garantiu ontem o diretor do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Darci Saldanha. Não será montado nenhum esquema emergencial de atendimento como foi feito no caso dos aposentados e pensionistas, mas ''a população não será penalizada'', assegurou.
Segundo Saldanha, entre 10% e 15% do contingente de funcionários estão sendo mantidos nas agências para dar suporte aos casos que não podem ser resolvidos nos caixas eletrônicos de auto-atendimento. Ele citou o exemplo de uma situação ocorrida em uma agência do Banco do Brasil, na manhã de ontem. O cliente precisava sacar o dinheiro de sua conta-salário e estava sem o cartão. Para viabilizar a transação, o comando de greve chamou o gerente para fora da agência, que pagou o cliente com um cheque avulso.
Em Curitiba, ontem, apenas as agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal estavam fechadas. Bancos privados como o Unibanco, Santander e Boston, que na semana passada tiveram que baixar as portas, conseguiram reabrir, ontem, com liminares de interditos proibitórios. O instrumento impede os grevistas de realizar piquetes nas agências.
O Sindicato dos Bancários de Curitiba realizaria uma assembléia no início da noite de ontem para discutir os desdobramentos da paralisação que completa 20 dias. Eles seguiriam a orientação da executiva nacional que se reuniu, em São Paulo, na tarde de ontem.

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