Em Curitiba, remédios puxaram avanço do IPCA
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terça-feira, 08 de junho de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Em Curitiba, as principais altas no IPCA foram verificadas nos setores de transporte (2,3%), saúde e cuidados pessoais (1,4%). Tiveram queda de preço os setores de alimentação e bebidas (-0,01%), artigos de residência (-0,23%) e despesas pessoais (-0,23%). Os itens individuais que tiveram alta foram tubérculos, raízes e legumes (9,29%), açúcares e derivados (2,2%), leite e derivados (2,33%), reparos (1,61%), roupa feminina (1,84%) e produtos farmacêuticos (2,33%). Tiveram queda de preço: farinhas, féculas e massas (-1,55%), frutas (-1,96%), pescados (-2,7%), carnes e peixes industrializados (-1,51%), aves e ovos (-2,19%).
Nacionalmente, os alimentos, após registrarem queda de 0,34% em abril, voltaram a subir e foram para 0,23% em maio. Problemas climáticos que atingiram as plantações de produtos sensíveis reduzindo oferta e aumentando preços são as principais causas. No ano, os alimentos acumulam variação de 1,36%. Tiveram fortes aumentos o tomate (19,03%), a cebola (18,75%) e a batata-inglesa (11,69%). Também foram expressivas a variações do açúcar refinado (4,78%) e cristal (3,84%). O leite pasteurizado (3,68%), com alta em função do clima e de problemas no setor, provocou aumentos nos queijos, a exemplo do tipo prato (2,33%).
Alguns produtos, por outro lado, tiveram queda de preços na média nacional, mostrando que a alta dos alimentos não foi generalizada. É o caso de farinha de mandioca (-5,47%), carne-seca (-4,73%), feijão carioca (-2,73%), peixes (-2,70%) e ovos (-2,54%). O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte. O levantamento é feito nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além do município de Goiânia e Brasília.


