Curitiba - Quase 500 metalúrgicos de Curitiba estavam em greve ontem. Os 300 trabalhadores da indústria de panificação Perfecta já suspenderam o trabalho desde a última sexta-feira. Ontem, foi a vez dos trabalhadores da indústria de bombas d'água ABS Bombas e da Trox do Brasil, indústria de refrigeração industrial. Com isso, mais 140 trabalhadores cruzaram os braços.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região, esse quadro é resultante da intransigência das empresas que se recusam a negociar com o sindicato. As negociações não estão avançando e enquanto isso não acontecer, as greves são dadas como medidas a serem adotadas nas indústrias de médio porte. O sindicato quer negociar empresa a empresa, mas o Sindimetal, o sindicato patronal, se recusa a uma negociação nesse sistema.
O Sindicato dos Metalúrgicos está reivindicando a reposição de emergência de 9,73% para repor as perdas com a inflação no período de dezembro a abril. Além disso, o sindicato defende a estabilidade de emprego para os dirigentes sindicais e pagamento da PLR. O Sindimetal concorda em dar a antecipação, inclusive incorporando o mês de maio de uma só vez, mas desde que o sindicato suspenda as greves. As demais reinvindicações devem ser negociadas em separado, alega o Sindicato patronal.
O Sindimetal quer negociar em bloco e o Sindicato dos Metalúrgicos acredita que as empresas que estão em situação melhor financeiramente podem negociar em separado.

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