Curitiba - Depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de liminar da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) para cassar a decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) que cancelou o feriado do Dia da Consciência Negra na capital, comércio, bancos, indústrias e a maioria das escolas devem abrir normalmente.
O ministro Gilmar Mendes do STF tomou a decisão de manter o veto ao feriado mesmo depois de o presidente da CMC, Paulo Salamuni, ter ido pessoalmente a Brasília para pedir a revisão da decisão do TJ. O ministro considerou que os argumentos apresentados para restaurar o recesso municipal eram insuficientes. Salamuni explicou ontem em entrevista à Folha que a Câmara não teve acesso à publicação do acórdão do TJ, por isso não teve como encaminhar ao STF.
Ele disse que decretou ponto facultativo na Câmara nesta quarta-feira mesmo sem o reconhecimento do feriado pelo judiciário. Em meio a toda esta discussão jurídica, hoje na praça Zumbi dos Palmares, no bairro Pinheirinho, na capital acontece um evento com música, capoeira e outras atividades relativas a questão afro-brasileira para marcar a data. Haverá protestos ainda na Praça Rui Barbosa, na Boca Maldita e na Praça Santos Andrade.
Com a indefinição que cercou o feriado, algumas instituições de ensino superior resolveram manter o recesso planejado como a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), o Instituto Federal do Paraná (IFPR) e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Com isso, este dia de aula será reposto posteriormente. As escolas particulares e as municipais vão funcionar normalmente.
Ainda em Curitiba, depois de toda esta polêmica, o vereador Professor Galdino (PSDB) propôs que fosse feriado no dia 20 de janeiro para comemorar o Dia da Consciência Indígena. O projeto foi lido em plenário na última segunda-feira e agora vai para análise das comissões da casa. O dia escolhido seria para lembrar a morte do cacique Aymberê pelos portugueses.

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