Curitiba - A cesta básica de Curitiba teve o segundo mês consecutivo de queda o que já deve começar a refletir nos índices de inflação. Em junho, a cesta pesquisada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) tive queda de -2,72%. No ano, a alta acumulada é de 7,22% e nos últimos 12 meses a elevação foi de 6,38%.
Até abril, o preço dos alimentos estava em um patamar muito elevado acumulando uma alta de 12,68%. O economista do Dieese, Cid Cordeiro, explicou que em junho, os preços dos alimentos caíram porque já tinham subido muito no primeiro quadrimestre do ano. ''Ocorreram problemas climáticos no início do ano e os preços dispararam. Com a melhora do clima, aumentou a oferta de produtos'', explicou.
Cordeiro disse ainda que a redução de valores ocorreu devido à repercussão da queda dos preços internacionais nos preços internos. Mas, caso aconteçam geadas, podem aumentar os valores de hortifrutigranjeiros e carnes. A previsão dele é de alta no curto prazo nos alimentos e tendência de queda e estabilidade a partir de setembro.
A previsão dele é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que deve ser divulgado amanhã já deve refletir no preço dos alimentos.
O produto que mais subiu em junho foi a banana (8,26%) por estar em período de entressafra. Além deste produto também ficaram mais caros o tomate (5,33%), a manteiga (1,53%), a carne (0,62%), o pão (0,57%) e o café (0,17%).
A batata foi o item com a maior queda (-39,83%) por estar em um momento de safra. Outros alimentos que apresentaram redução de preço foram açúcar (-11,76%), arroz (-5,41%), óleo de soja (-1,94%), farinha de trigo (-1,56%), leite (-1,45%) e feijão (-0,30%).
Em junho, o custo da cesta para uma família ficou em R$ 681,42 e para um trabalhador em R$ 227,14. O Dieese calcula que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.092,36.
Brasil
O preço médio da cesta básica caiu em junho, na comparação com maio, em 16 das 17 capitais brasileiras pesquisadas pelo Dieese. Conforme a Pesquisa Nacional de Cesta Básica, as maiores reduções no valor do conjunto de produtos alimentícios essenciais foram observadas em Manaus (-5,14%), Rio de Janeiro (-5,08%) e Vitória (-4,83%). A única capital onde a cesta básica registrou aumento de preços foi Goiânia (alta de 5,22%), onde, segundo o Dieese, o preço do feijão explicou a maior parte desta variação.
De acordo com a instituição, além de Manaus, Rio de Janeiro e Vitória, outras seis cidades contaram com a cesta básica em baixa superior a 3%: Salvador (-3,85%), Recife (-3,72%), Belo Horizonte (-3,71%), Natal (-3,58%), Porto Alegre (-3,39%) e João Pessoa (-3,07%). Com recuo maior do que 2%,ficaram as cidades de Belém (-2,94%), São Paulo (-2,83%), Curitiba (-2,72%) e Fortaleza (-2,05%). Em Brasília, o preço da cesta básica caiu 1,23%.

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