Curitiba - A cesta básica de Curitiba aumentou pelo quinto mês consecutivo e fechou agosto com alta de 4,69%. O aumento acumulado entre abril e agosto chega a 14%. A Capital teve a segunda maior alta em percentual e só ficou atrás de Florianópolis (SC), que registrou alta de 10,92%. Os produtos que mais influenciaram o aumento foram a banana, com elevação de 18,97%, e o tomate, com alta de 13,42%. Dos 13 produtos pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 12 apresentaram alta, com exceção da manteiga que teve queda de -5,45%.
No ano, a cesta acumula alta de 12,85% e de 14,99% nos últimos 12 meses. O economista do Dieese Sandro Silva explica que o aumento da cesta foi provocado pelo período de entressafra de alguns produtos, que também sofreram com o clima. O tomate vem subindo desde abril e já acumula aumento de 188%. Segundo Silva, Curitiba teve o segundo maior aumento da cesta entre 17 capitais pesquisadas pois registrou a maior alta do País em alimentos como banana, feijão e café, além de ocupar a segunda posição no aumento do óleo de soja.
Em agosto, a cesta para uma família custou R$ 841,71 e para um trabalhador R$ 280,57. O Dieese calcula que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.589,78. No ano, os produtos que mais subiram foram o tomate (120,17%) e o feijão (29,30%).
A banana registrou a maior alta em agosto, de 18,97%. Este produto tinha caído quase 23% em julho e subiu devido à entressafra. O tomate vinha de uma alta de 70,48% em julho e, em agosto, subiu 13,42%. Caso estes dois produtos ficassem estáveis, a cesta subiria apenas 1,26%.
Outro produto que teve aumento foi a batata, com 5,15%. O óleo de soja subiu 3,95% em agosto e, de fevereiro até o mês passado, acumula uma alta de 16,67%. Para Silva, as principais explicações são o comportamento dos preços da soja no mercado internacional e a redução da safra no Brasil. O arroz teve alta de 3,93% em agosto e, nos últimos dois meses, já subiu 6%.
Ele acredita que em setembro a cesta vai depender do tomate, que em agosto teve preço médio de venda de R$ 5,24. A previsão mais realista é que continue a tendência de alta dos alimentos até outubro ou novembro. Isso porque há vários produtos em entressafra. Este cenário de preços altos deve começar a ser revertido em dezembro. Até lá ele recomenda que o consumidor pesquise preços, aproveite as ofertas e tente substituir alimentos quando for possível.
A auxiliar de produção Luana Stets escolhe as verduras que irá consumir semanalmente para economizar. ''Uma semana faço salada de alface, na outra de tomate. Procuro comprar o tomate mais na época que recebo o salário. Usava o tomate para fazer molho, mas agora estou comprando mais molho pronto ou faço macarrão alho e óleo'', comenta.

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