O IPCA na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) ficou em 0,09%. Em maio deste ano, o índice era de 0,64%. Com a queda, a RMC obteve o segundo menor IPCA do Brasil, atrás apenas da Região Metropolitana de Porto Alegre, com -0,02%, afirma Sinval Dias dos Santos, chefe da unidade estadual do IBGE em Curitiba.
O índice da RMC de junho também é o menor desde agosto de 2015, quando a taxa chegou a 0,47%. O acumulado do ano ficou em 3,64%, e o dos últimos 12 meses em 8,67%. "A inflação quase zero na Região Metropolitana de Curitiba tem relação com a redução de preços de itens do combustível, do vestuário e da habitação", explica Santos. Segundo ele, gasolina teve queda de 2,01%, e etanol, de 5,01%. No grupo de vestuário, roupas masculinas apresentaram queda de 2,27% nos preços.
A diminuição de 2,58% no item energia elétrica já mostra reflexos da redução da tarifa de energia elétrica de 13,83% no Estado, aponta Santos. O maior impacto, no entanto, deverá ser notado no índice do mês de julho, já que a redução na tarifa começou a vigorar apenas no dia 24 de junho.
Assim como no cenário nacional, o aumento do preço do feijão carioca (26,45%), do feijão preto (9,93%) e do leite longa vida (15,40%) teve relevância sobre o IPCA da RMC. De acordo com Santos, a geada também elevou o preço das hortaliças (9,01%), e os ovos ficaram 9,47% mais caros. Já cenoura (-28%), cebola (-23%), frango inteiro (-6,85%), tomate (-6,8%) e frutas (-6,61%) tiveram redução de preços. (M.F.C.)

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