Curitiba A queda do dólar e a estiagem são os principais fatores que têm puxado o preço dos alimentos para baixo. Devido a seca, os valores dos produtos alimentícios que estavam muito altos, agora começam a voltar aos patamares normais. O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) no Paraná, Sandro Silva, disse que a tendência é que os alimentos subam menos que a inflação.
Os resultados da cesta básica em Curitiba também apontaram esta tendência. Dos 13 produtos pesquisados pelo Dieese, 10 tiveram queda. A batata e o tomate foram os produtos com maiores quedas - 17,39% e 17,29%. Estes dois alimentos estavam em um patamar muito elevado de preço e agora passam por período de safra, por isso, a queda. A previsão é que os preços destes produtos caiam ainda mais. O açúcar que teve queda de 1,80% em maio também deve ficar mais barato para o consumidor final.
Por outro lado, a carne foi o produto que mais pesou para o bolso do consumidor em maio com alta de 1,34%. De acordo com Silva, esta variação representou uma recuperação de preço do produto e ainda não tem relação com a entressafra que é mais intensa nos meses de junho e julho.
Em maio, a cesta básica de Curitiba teve queda de 3,55%. No ano, o índice caiu 6,10% e nos últimos 12 meses, 6,22%. No mês passado, o custo da cesta para uma família curitibana formada por um casal e duas crianças foi de R$ 498,39. Além da batata e do tomate, também caíram o preço do arroz (-7,48%), do feijão (-7,06%), da manteiga (-4,38%), da farinha de trigo (-2,12%), do café (-1,86%), do açúcar (-1,80%), da banana (-1,73%), e do óleo de soja (-0,49%). O leite foi o único produto que ficou com valor estável em maio. Segundo avaliação do Dieese, o salário mínimo necessário em maio seria de R$ 1.503,70.

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