Em Curitiba, cenário é parecido
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terça-feira, 23 de outubro de 2012
Andréa Bertoldi <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - Em Curitiba, consumidores também já se deparam com a falta de veículos nas revendas, desde os modelos mais populares até os mais caros e elaborados. Caso o governo federal não prorrogue a redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), a previsão das concessionárias entrevistadas pela Folha é que os carros fiquem de 2,5% a 10% mais caros.
Em alguns casos, as concessionárias afirmam que certos modelos não estão disponíveis para pronta entrega e devem chegar provavelmente só depois do fim da redução do tributo. A diminuição do tributo está em vigor desde maio.
Na concessionária Valesul da marca Chevrolet, os modelos em falta vão desde o popular Celta até a S-10. Na loja já não são encontrados o Spin, o Cruze, o Cobalt, o Agile e alguns modelos do Corsa Classic. De acordo com o gerente de vendas da revenda, Walquer Cavalari, a falta de veículos começou há duas semanas. A espera pelos carros vai de 30 a 45 dias.
Na Corujão, da Volkswagen, entre os modelos em falta estão o Voyage, o Fox, o Gol 1.0 e o Tinguan. O gerente comercial da loja, Alfredo Chaerke, disse que se o governo não prorrogar o IPI, as vendas de novembro serão fracas. Segudo ele, os veículos começaram a faltar a partir de 10 de outubro.
Na concessionária Fiat Barigui, os veículos que o consumidor tem mais dificuldade de encontrar são o Grand Sienna e o Palio 1.0. De acordo com o gerente da loja, Fábio Frederico, a espera pode ir de 15 a 60 dias. Ele prevê que sem o IPI reduzido os carros 1.0 vão ficar em média R$ 3 mil mais caros e os modelos com motor 1.4 devem subir R$ 2 mil.


