Bolsa brasileira fecha com ganho tímido de 0,27%
A escassez de notícias relevantes no cenário doméstico promoveu um pregão morno e de liquidez reduzida no mercado brasileiro de ações. O Índice Bovespa alternou pequenas altas e baixas ao longo de todo o período e fechou com ganho tímido, de 0,27%, aos 97.369,29 pontos. Os negócios somaram R$ 11,8 bilhões, abaixo do R$ 16,2 bilhões da média diária de março. Como resultado, o Ibovespa contabiliza alta de 2,05% em abril. Na última quinta-feira (4), o saldo dos investidores estrangeiros na Bolsa ficou positivo em R$ 908,871 milhões. Naquele dia, o Ibovespa teve alta de 1,93%. Com isso, em abril, o saldo estrangeiro volta a ser positivo em R$ 298,074 milhões.

Empresas de commodities seguram ações da bolsa
O desempenho do Ibovespa teria sido pior não fossem as ações de empresas de commodities, que compensaram as perdas de outros setores, como o financeiro. Apoiadas na alta dos preços do petróleo, as ações da Petrobras terminaram o dia com ganhos de 2,15% (ON) e de 1,63% (PN). A venda da TAG, dentro do plano de desinvestimento da estatal, também continuou a produzir efeitos positivos. No caso de Vale ON (+2,71%), o impulso veio da alta do minério de ferro no mercado chinês. Entre os assuntos comentados nas mesas de negociação estiveram a confirmação da demissão do ministro Ricardo Vélez Rodríguez e a pesquisa do Estadão sobre intenção de votos dos deputados pela reforma da Previdência.

Dólar termina no menor nível desde 21 de março
O dólar acelerou o ritmo de queda à tarde e fechou em baixa de 0,57%, a R$ 3,8496, menor nível desde 21 de março. Profissionais do mercado de câmbio destacam que o enfraquecimento da moeda americana no exterior ajudou o real a ganhar força, enquanto os agentes aguardam novidades sobre os próximos passos da reforma da Previdência. O dólar recuou tanto ante divisas de emergentes, como o peso mexicano e o rublo russo, como em relação a moedas fortes, como o euro e a libra, influenciado pelas expectativas maiores de um acordo comercial entre EUA e China, e pela decisão de Donald Trump de classificar o exército do Irã como terrorista.

Compasso de espera influencia postura do investidor
Os juros futuros continuaram se movimentando lateralmente durante a tarde, para fecharem estáveis nos vencimentos curtos intermediários e com viés de alta na ponta longa. Além do noticiário e agenda considerados sem força para mexer com os preços, o compasso de espera pelos eventos da semana explica a postura um pouco mais observadora do investidor. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a etapa regular em 6,475%, de 6,470%, e a do DI para janeiro de 2021 passou de 7,031% para 7,05%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 8,20%, de 8,152%. A taxa do DI para janeiro de 2025 subiu de 8,702% para 8,76%.

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