Em compasso de espera, Ibovespa recua com exterior
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
Agência Estado 
Ibovespa desce
Dólar desce
Sem sinais sobre Previdência, bolsa fecha em queda
Em meio a um ambiente conturbado, com bolsas americanas no vermelho, e sem sinais concretos sobre as chances de aprovação da reforma da Previdência no Congresso, o mercado acionário doméstico trabalhou em marcha lenta. Alternando ligeiros avanços e recuos ao longo da tarde, o Ibovespa encerrou o dia em queda, mas ainda na casa dos 97 mil pontos. Com máxima de 97.781,81 pontos e mínima de 96.885,98 pontos, o Ibovespa fechou em queda de 0,30%, aos 97.307,50 pontos, em linha com as bolsas americanas, abaladas por sinais de impasse nas conversa entre China e Estados Unidos. A liquidez foi reduzida, na casa de R$ 11 bilhões.
Ações da Petrobras seguram baixa da Ibovespa
O tombo não foi pior porque as ações da Petrobras avançaram, estimuladas pela alta do petróleo e a expectativa de que os resultados da companhia do quarto trimestre. O papel PN da petroleira subiu 1,88%, e o ON, 0,52%. Também avançaram os papéis da Eletrobras, na esteira da informação dada pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, de que o modelo de capitalização deve ser definido até junho. O papel ON subiu 4,76%, a segunda maior alta do Ibovespa. Do lado negativo, a Vale caiu 0,78% após a Moody's rebaixar o rating da mineradora, que perdeu o grau de investimento (selo de bom pagador).
Dólar a R$ 3,7302 atinge o menor valor em uma semana
O real passou o dia descolado de outras moedas emergentes e foi a divisa que mais ganhou valor ante o dólar. Amparado por fatores técnicos, como a proximidade do final do mês, com disputa pela definição do referencial Ptax de fevereiro e rolagem dos contratos de dólar futuro, a moeda americana caiu 0,40% e fechou em R$ 3,7302, o menor valor em uma semana. Na disputa pela definição da Ptax, operadores ressaltam que os vendidos - aqueles que apostam na baixa da moeda - já sinalizaram estar fortes, a ponto de fazer o dólar operar aqui em ritmo diferente de outros emergentes.
Com dólar, taxas de juros oscilam em queda moderada
A curva de juros devolveu prêmios, com as taxas tendo oscilado a maior parte do dia em queda moderada, amparadas no comportamento do dólar, enfraquecido ante o real. O câmbio acabou blindando o mercado de juros da influência do exterior, onde prevaleceu o clima de cautela. No fechamento das 18h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 estava em 6,460%, de 6,480% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 7,132% para 7,08%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou a 8,19%, de 8,232%. A taxa do DI para janeiro de 2025 recuou para 8,73%, de 8,762%.


