Em clima de otimismo, Fiep realiza Semana da Indústria
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sexta-feira, 18 de maio de 2012
Nelson Bortolin <br> <br> Reportagem Local 
Num cenário mais favorável que o do início do ano, com juros em queda e dólar em ascensão, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) comemora, de 21 a 25 de maio, a Semana da Indústria. Para demonstrar que a regionalização é uma das marcas da atual gestão, a diretoria da entidade optou por realizar eventos comemorativos somente no Interior. O encerramento será em Londrina, na próxima sexta-feira.
Segundo o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, a intenção é mostrar à sociedade a importância da indústria para a economia paranaense. ''Também queremos parabenizar os empresários da indústria pela sua força empreendedora, por investir mesmo nos momentos difíceis'', ressalta.
De acordo com a entidade, a indústria paranaense é formado por 46 mil empresas de 20 setores, que respondem por um terço do PIB estadual e empregam 820 mil trabalhadores.
Embora não considere o cenário ''perfeito'', Campagnolo afirma que o atual momento, com juros em baixa, é mais favorável para a indústria, a despeito da crise que assola a Europa. ''Já é possível perceber uma oferta maior de crédito a custo reduzido. Isso é muito importante porque o custo do crédito para a indústria impacta no preço final do produto'', salienta.
A alta do dólar, que nesta semana chegou a R$ 2, é outro fator que beneficia a indústria exportadora, tornando seus produtos mais competitivos no exterior. ''É cedo para avaliarmos de forma mais concreta, mas a subida do dólar certamente já melhorou a dinâmica na área de exportação'', afirma. A Fiep torce para que a moeda norte-americana suba um pouco mais. ''O ideal seria R$ 2,20 ou R$ 2,30'', diz o presidente.
A desoneração da folha de pagamento, medida que faz parte do Plano Brasil Maior, lançado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff, também deve ajudar a indústria nacional, principalmente as empresas que demandam muita mão de obra. Em vez de pagar 20% de INSS, 15 segmentos industriais passam a recolher 2% de seu faturamento bruto.
Segundo Campagnolo, somente quando entrar em vigor, em julho, será possível saber o quanto a medida será capaz de reduzir custos da indústria. ''Temos uma grande expectativa quanto a isso'', afirma. A Fiep pediu ao governo para desonerar também os setores de madeira e compensados e de louças, que não estavam entre os 15 divulgados pelo governo. ''O ministro Mantega (Guido Mantega, da Fazenda) disse que estudaria a inclusão''.
Apesar de ''muito positivo'', Campagnolo considera o Brasil Maior um conjunto de ''medidas paliativas''. ''Precisamos que o governo implemente as reformas'', reivindica. Ele vê na implementação do plano ''sinais de que o governo está disposto a fazer a reforma tributária''.
Em relação à crise europeia, o presidente da Fiep não aposta no caos. ''Crises como essa já houve muitas vezes na história. Assim como existe a crise existe, existem os mecanismos de contenção'', declara.



