Cascavel confirma o quadro paranaense, que destaca o setor de serviços como o maior responsável pelas queixas registradas nos últimos meses, segundo a advogada Míriam Kessler, coordenadora municipal do Procon local. São registradas aproximadamente 1,3 mil queixas ao mês de consumidores e usuários e a telefonia é um dos alvos principais.
As reclamações aumentaram consideravelmente a partir da desativação (no início do ano) da maior parte da estrutura local da Telepar de atendimento ao público, agora concentrada em Curitiba. Míriam Kessler relata que ‘‘não passa dia sem queixas’’ relacionadas, principalmente, à má qualidade dos serviços, demora no atendimento e cobranças irregulares nas contas. Segundo ela, o próprio Procon tem dificuldades para obter informações da Telepar, ao intermediar soluções. ‘‘Por isso passamos a instaurar processos imediatos’’, conta.
A coordenadora acrescenta que entre as reclamações mais comuns estão atendimento deficitário do prefixo 104, para verificação de contas e mudança de endereço, cobrança de pulsos apontados como excessivos e sem discriminação e dos chamados ‘‘disque-sexo’’ e ‘‘amizade’’. Estas cobranças inclusive motivam um projeto de regulamentação na Assembléia Legislativa, de autoria do deputado Antonio Carlos Barater (PSDB), de Cascavel. O projeto estabelece que aqueles serviços só podem ser cobrados com prévio consentimento do titular da linha.
As reclamações ao Procon têm crescido a cada mês, com serviços sendo responsáveis por 55% delas. Além da telefonia, parte considerável das queixas é dirigida a oficinas mecânicas, hotéis, eletrônicas e profissionais liberais, como médicos e dentistas. Em seguida, vêm as reclamações relacionadas a produtos defeituosos (16%), questões financeiras – prestações e outras – (15%), atendimento à saúde (5%) e questões habitacionais (5%). O Procon de Cascavel está instalado no Terminal Rodoviário, e atende também pelo telefone 226-8088. (Paulo Pegoraro)

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