Em cada cinco mulheres, uma está sem emprego
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sexta-feira, 23 de novembro de 2001
Agência Folha<Br>De São Paulo 
Uma em cada cinco mulheres em idade economicamente ativa está desempregada na região metropolitana de São Paulo. Isso é o que mostra pesquisa divulgada ontem pela Fundação Seade. Entre os homens, o desemprego passou de 10,1% para 15% entre 1985 e 2000. A pesquisa revela que a taxa de desemprego entre as mulheres passou de 15,5% para 20,9% no mesmo período.
A taxa de desemprego é mais alta entre as mulheres casadas, que passou de 7,2% para 17,3% no período. Para as mulheres, o tempo de procura para um novo emprego também é maior do que entre os homens. Em 1989 as mulheres passavam um ano desempregadas. Em 2000, essa média passou para dois anos.
No mesmo período, o tempo médio de desemprego entre os homens aumentou de cinco meses para um ano e três meses. Segundo a gerente de pesquisas da Fundação Seade, Paula Montagner, o mercado de trabalho também é cruel para as mulheres, independentemente de sua taxa de escolaridade. Enquanto para os homens quanto maior o nível de escolaridade, menor é a taxa de desemprego, para as mulheres a conta não funciona desta forma.
De acordo com a pesquisa, tanto as mulheres analfabetas, como aquelas com ensino fundamental incompleto e completo possuem, praticamente, o mesmo nível de desemprego, em torno de 18%. A diferença só começa a aparecer para as mulheres que terminaram o ensino médio.


