Em busca do controle dos gastos
Depois de perceber que não conseguia controlar os gastos e de sentir que os problemas financeiros estavam ficando insuportáveis, Francisco, 65 anos, bancário aposentado, resolveu procurar ajuda. Três anos depois, viu a vida financeira transformada. ''Eu sempre ganhei bem, mas sempre gastei muito compulsivamente. Teve época das dívidas somarem R$ 30 mil com cheque especial e cartão de crédito. Estava ficando insuportável a situação, então, procurei ajuda e consegui resolver o problema'', lembrou.
Francisco começou a frequentar as reuniões do D.A. e, atualmente, afirma que está em recuperação. ''Antes, ao fazer uma compra me sentia aliviado, tinha prazer com a aquisição, mas na sequência vinha um problema sentimental, um arrependimento. Hoje, quando vou comprar um produto analiso se há realmente a necessidade daquele item, estou conseguindo me controlar'', disse o aposentado.
Ele contou que o descontrole com as compras era tão grande que, em cerca de 40 anos, ele chegou a ter 21 carros zero quilômetro, sempre financiados. ''Os automóveis nunca eram meus. Depois que entrei para o D.A. resolvi vender o carro que tinha, fiquei a pé, juntei o dinheiro e consegui comprar um carro à vista'', enfatizou. Para Francisco, a vitória chegou porque ele teve o apoio da família e porque entendeu que, na verdade, tudo dependia dele.
Para Augusto, 43 anos, outro participante das reuniões do D.A., os resultados positivos também chegaram depois de receber o apoio da família, em especial da esposa. ''Também entendi, ao frequentar as reuniões, que a maioria dos problemas eram de ordem emocional, e passei a ter uma nova postura diante das contas que tinha que pagar'', contou o empresário.
Augusto destacou que seu problema era estar com a conta bancária ''no vermelho'' há muitos anos e não conseguir sair dessa situação. ''Eu nem tinha tanta dívida, só não conseguia deixar a conta do banco no azul'', lembrou. O resultado do problema era que todos os meses o empresário pagava altas taxas de juros e, por isso, não conseguia alavancar a vida financeira. ''Tenho um carro ano 91 e nunca consegui comprar a casa própria'', lamentou. Há quase dois anos participando do grupo D.A. e há pelo menos 4 meses sem recaídas, Augusto confessou que tem sentido sua vida tomar novos rumos. (E.Z.)





