Em busca de curvas perfeitas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Aline Vilalva<br>Reportagem Local 
A quantidade de mulheres instisfeitas com o seu contorno corporal que recorrem às cintas modeladoras como uma arma para dar o contorno desejável ao corpo cresce a cada ano. Mas a ditadura da beleza ultrapassou o universo feminino e passou a contar, também, com um contingente de homens. O uso das cintas modeladoras, no entanto, devem seguir algumas orientações para não prejudicar a saúde.
O cirurgião plástico Henrique Marquezine explica que a cinta modeladora exerce função muito importante, principalmente no pós-operatório. Nos casos de cirugia plástica, por exemplo, o reposicionamento de pele é bastante trabalhado e a compressão da cinta auxilia sustentando a pele que foi relocada. A modeladora oferece a estabilidade necessária para o processo de cicatrização.
No pós-operatório de lipoaspiração, além desta estabilidade, ela não permite que o paciente sofra edema acentuado, ''o que conta muito no conforto do paciente''. É aí que entra a função da cinta e da drenagem linfática.
Embora exista uma estratégia de mercado para uso constante da cinta modeladora, esta prática não é muito indicada pelos cirugiões. Muitas pacientes também acabam adotando o uso delas como rotina, entretanto, de acordo com Marquezine, algumas teorias dentro da cirurgia plástica limitam o uso dessas peças em pós-operatório abdominal por enfraquecer a camada muscular que fica sob a pele, cuja função (dentre outras) é a contenção dos órgãos internos do abdome.
''A cinta usada continuamente a partir de dois meses acaba fazendo as vezes da musculatura abdominal, o que não é benéfico pois tudo no corpo que não é usado vai atrofiando, perdendo a função. A pessoa pode vir a ter um abdome ainda mais globoso do que tinha antes de usar a cinta porque perdeu a resistência da musculatura'', explica.


