Em busca de aprendizado no Brasil
A produção média de café no Peru é de 15 sacas de 56 quilos por hectare. O ataque de broca destrói de 30% a 80% da produção, que mesmo assim ainda é exportada para a Alemanha e Itália. Para combater a broca, os produtores realizam podas e o manejo de sombra das ávores da floresta para que ocorra maior circulação de ar. Durante a visita à propriedade rural de Lerroville, os peruanos conheceram armadilhas - que também são usadas no combate à broca no Peru.
Pobreza e abandono do poder público não é novidade para os nossos irmãos da Amazônia Peruana, principalmente na costa do país. ''Nós estamos na selva e por isso há poucos acesso aos serviços básicos. Porém, a falta da presença do governo está provocando a privatização de serviços como a educação e saúde'', ponderou Carlos Daniel Vecco Giove, presidente do Conselho Diretor da Urku, ONG que faz pesquisas nas culturas de café e arroz, além do manejo da biodiversidade e o fortalecimento dos povos indígenas. Já a Idaca trabalha com o manejo do café.
Durante a visita à propriedade rural de Lerroville, o grupo conheceu plantas que podem ser cultivadas com o café para auxiliar na descompactação do solo e adubação verde, entre outras técnicas apresentadas pelo presidente da Coasol, Fábio Gonçalves dos Anjos, e o técnico do Iapar, Vilamir Colombelli.
Amanhã, os peruanos devem voltar para o Peru, enfrentando novamente a maratona de embarques e desembarques. Só que agora, levam na bagagem, o gostinho forte do cafezinho brasileiro. (F.L.)





